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A segunda carreira por
Luiz Affonso Romano
É fato que a média de idade do
brasileiro aumentou. As estatísticas comprovam.
Mas a pergunta que não quer calar é
outra: Será que as pessoas acima de 60
anos são reconhecidas na sociedade brasileira
como fundamentais, devido a sua experiência?
Não. Muita gente que permaneceu empregada
por 30/35 anos, se aposenta achando que resta
apenas a perspectiva de gozar a vida
com os netos ou em excursões e viagens.
Enquanto isso, nos EUA, 50% das pessoas com mais
de 60 anos continuam ativas, úteis e gerando
renda além da aposentadoria.
No passado, poucos continuavam ativos; o desgaste
de anos de repetitivas e monótonas atribuições
incapacitava-os e reservava poucos anos de sobrevida.
Mas, hoje, um indivíduo com 60 anos, pode
gozar de plena saúde física e mental.
Entretanto, ainda há em inúmeras
empresas o descarte por idade avançada.
É um desperdício. E por isso, algumas
empresas também têm morte prematura.
Não cuidam do seu ativo, o capital intelectual,
e nem do clima organizacional.
Por acomodação, por imprevidência,
muitos no passado, com o desligamento, percebiam-se
perdidos, sem rumo, achavam-se marginalizados.
Nem sobrenome tinham. Adotavam o da empresa. Não
se preparavam para uma segunda carreira, para
a conversão planejada de uma vida profissional,
na maioria das vezes, monótona para outra
que permitiria ter as rédeas da carreira
nas mãos. Hoje, preparam-se para viver
mais 20 anos de vida e trabalho prazerosos, úteis
e gratificantes.
Como opções, uns procuram a franquia,
outros o comércio, o turismo, alguns o
agronegócio, outros tantos a consultoria,
mas todos passam por um processo de aprendizado.
Os que elegem a Consultoria procuram-me frequentemente
para aprender a fundamentar, a compreender os
tipos de intervenção, o marketing
da consultoria e a vender experiência, conhecimentos
e a competência já testada.
Na segunda carreira, o profissional pode trabalhar
de casa, mas deve escolher um horário para
se dedicar ao trabalho e cumpri-lo com rigor,
não permitindo que a rotina da casa invada
o ambiente laboral e que ruídos caseiros,
como choros, risos, animais e TVs, penetrem no
seu escritório e nem sejam ouvidos pelo
seu cliente. Você tem que estar mental e
fisicamente no escritório. Hoje, para se
trabalhar, é preciso apenas estar equipado
com computador, celular, acesso à internet.
Eu recomendo que se faça as reuniões
em local apropriado, fora do escritório.
Mas é importante que quando chegar casa
(sempre mais rápido que no passado, quando
levava de 40 minutos a 2 horas no deslocamento),
não volte a ele, escritório. O tempo,
ganho e o pós- trabalho, é seu e
da sua família.
Para conquistar negócios, identifique as
necessidades das organizações, estruture
o que tem a oferecer, capacite-se a fazê-lo
e, principalmente, mantenha seu network, sua rede
de relações.
Luiz Affonso Romano
presidente do Instituto Brasileiro de Consultores
de Organização
Email: laromano@ibco.org.br
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